Sabia que...

Uma higiene oral correta é a base para ter dentes e gengivas saudáveis para toda a vida... Existem alguns procedimentos simples que garantem a higiene e saúde oral e que estão ao alcance de qualquer pessoa:

Use uma escova de dentes de cabeça curta e dureza macia ou média, trocando-a regularmente. Recomenda-se no mínimo 3 vezes por ano. Apoie a escova na linha das gengivas num ângulo de 45º e realize movimentos verticais ou circulares curtos sem exercer pressão. Escove todas as superfícies. Deverá escovar os dentes após as principais refeições, no mínimo 3 vezes ao dia.

Escolha um dentífrico com flúor. Utilize flúor, substância que protege os dentes contra a cárie, sob a forma de comprimidos (crianças), gel e bochechos ou pasta com flúor.

A colocação de selantes de fissuras nos dentes das crianças, ajuda a prevenir contra o aparecimento de cáries. Utilize fio dental para limpar os espaços interdentários pelo menos 1 vez por dia. Evite, sempre que possível, o consumo de açúcares e alimentos doces. A utilização de pastilhas elásticas sem açúcar, ao estimular a secreção salivar, é um bom complemento da higiene oral.

Não fume.

E, muito importante, consulte periodicamente o seu dentista - 2 vezes por ano -essencial para a prevenção, despistagem e tratamento precoce das enfermidades da boca.

A resposta é simples: pode. Mais, é dever da mulher grávida manter a sua saúde oral. Mas tudo pode começar ainda antes da concepção do bebé. Uma mulher que pensa engravidar poderá certificar-se previamente que não existem problemas na sua boca e dentes (tais como cáries, restaurações mal adaptadas ou a presença de tártaro) para que durante a gestação não surjam complicações inesperadas que exijam tratamento urgente.

As mudanças no corpo de uma mulher durante a gravidez também afectam a sua boca de diversas formas. Principalmente através do aumento da concentração de hormonas (como os estrogénios e a progesterona), a gengiva da mulher grávida é mais rica em vasos sanguíneos, e, portanto, mais susceptível a sangramentos, inflamações ou propagação de infecções. A saúde da gengiva influencia o osso alveolar que é suporte dos dentes, que, quando afectado, leva à mobilidade e ultimamente à perda dos dentes por periodontite. Mas não só: o consumo aumentado de calorias e alimentos açucarados durante a gravidez aumenta também o risco de cárie dentária; o refluxo gástrico ou vómitos frequentes na gravidez causam erosão ácida, debilitando a estrutura dos seus dentes. Podemos por isso dizer que a mulher grávida é, de forma geral, uma paciente de risco para patologias dentárias.

Sabia que na altura do nascimento, o seu bebé já tem os dentes formados? Ainda dentro da gengiva, a coroa dos primeiros dentes já está completamente formada. Nos primeiros dias de vida, a mãe vai também transmitir ao seu recém-nascido a sua flora bacteriana oral, sendo por isso importante que na boca da recém-mamã existam predominantemente bactérias “boas”, e menos bactérias associadas a cáries ou infecções.

Durante a gravidez é desaconselhada a toma de medicamentos, anestesias ou exposição a radiações. Mas não é proibida. Com a evolução da Medicina Dentária, sabemos que o segundo trimestre da gravidez é o mais seguro para realizar qualquer tratamento dentário e temos meios para a proteger e ao seu bebé. Ainda assim, em caso de urgência ou necessidade, em qualquer altura da gravidez se pode consultar o dentista, porque pode ser pior sentir dores e/ou adiar a visita ao dentista só porque está grávida, podendo agravar a situação presente nesse momento, e não é preciso esperar para restaurar o dente que fracturou, por exemplo. A anestesia local é cada vez mais segura e as radiografias são realizadas com uma dose cada vez mais baixa de radiação, além da protecção com aventais de chumbo para evitar a passagem dos raios-X. O uso de colutórios com desinfectantes (como a cloro-hexidina) é permitido durante a gravidez quando recomendado pelo Médico Dentista.

Ao abrigo do PNSO (Plano Nacional de Promoção da Saúde Oral), a mulher grávida em Portugal pode usufruir do Cheque-Dentista (consultando o seu médico de família) para consultas de Medicina Dentária, e na Clínica Médica Dentária Dr. Fernandes estamos ao dispor para esclarecer e prestar os cuidados nesse âmbito.

Com a panóplia de escovas de dentes hoje em dia disponíveis no mercado, pode surgir a questão: “Qual melhor escova para mim?” Não há uma resposta absoluta a esta questão. No entanto há algumas considerações a ter em conta.

O princípio básico da escova é a remoção da placa bacteriana, mas não pense que uma escova de cerdas mais duras é imediatamente melhor que outra mais macia neste aspeto. As escovas médias ou macias são adequadas à maioria da população, e permitem que os filamentos penetrem ligeiramente na zona subgengival ou interdentária, higienizando-as. As escovas mais duras estão normalmente associadas a maior ocorrência de retração gengival e erosão dentária, mas em todos os casos é necessário verificar uma correta técnica de escovagem, bem como a sua intensidade.

Mais importante do que a forma, cor, dureza ou outra característica da sua escova é o conforto que sente quando a usa. Uma escova não deve magoar a sua gengiva ou deixar-lhe a mão dorida durante a sua rotina de higiene diária. Por isso, e de uma forma geral, podemos assumir que qualquer escova que o doente utilize, se sinta bem enquanto a usa e consiga atingir todos os locais da boca (bem como todas as faces dos dentes) é uma escova correta.

Atenção à validade de uma escova. De uma forma simplista, uma escova não costuma durar mais de 3 meses de uso. Deve ter atenção ao estado das suas cerdas, trocando a escova se estas estiverem demasiado macias, gastas, ou desalinhadas (se isto acontecer num curto espaço de tempo pode significar que está a escovar os dentes com demasiada intensidade). Conserve a sua escova em local seco, de preferência de pé para não beneficiar a acumulação de bactérias em meios húmidos e quentes. Troque também a sua escova após uma infeção oral (como amigdalites, faringites, abcessos…) para não causar o seu reaparecimento.

Consulte-nos se quiser saber mais sobre a sua escova ou se deseja saber a melhor técnica de escovagem para o seu caso em particular.

A Saúde Oral depende, em grande parte, de uma escovagem regular e eficaz.

Dos elementos utilizados na higiene oral nomeadamente a pasta dentífrica, colutório e fio dentário, todos têm impacto sobre eficiência da escovagem. Mas, indiscutivelmente, é a escova o elemento de maior importância.

Outros fatores como a destreza, o tempo de escovagem, a concentração são também determinantes no resultado final da escovagem, para assegurar dentes e gengivas saudáveis.

Atualmente existe um consenso entre os profissionais de Saúde Oral de que a escova elétrica consegue melhores resultados, logo é a escolha mais óbvia quando comparado com a escova manual.

A grande maioria dos estudos científicos concluem que a escova elétrica é mais eficaz na eliminação da placa bacteriana. O seu movimento giratório, oscilatório e/ou vibratório a grande velocidade, permite uma ação mecânica inigualável pela escova manual. Se associarmos ainda o factor de muitas possuírem um temporizador, assegurando um tempo de escovagem adequado (o maior defeito da escovagem manual é precisamente o tempo de escovagem ser deficiente) facilmente compreendemos porque sai vencedora a escova elétrica. Mais, podemos falar dos sensores de pressão que regulam a velocidade da escova elétrica, evitando lesões da gengiva ou abrasões do esmalte devido a pressão excessiva.

Nos mais idosos, com dificuldades articulares ou musculares ao nível dos ombros, braços ou mãos, a menor destreza torna a escova elétrica mais fácil de escovar.

Nos mais jovens, pode servir como elemento motivacional, contribuindo para uma maior regularidade na escovagem.

Mesmo quando se trata de pacientes ortodônticos, os resultados são semelhantes, ou seja verifica-se uma diminuição da acumulação da placa bacteriana, no sangramento das gengivas, na doença gengival e na formação de cárie dentária.

Os benefícios da escova manual têm essencialmente a ver com o seu menor custo e o facto de ser mais compacto tornando-se mais conveniente para levar em viagem.

Tomar antibiótico, se prescrito (1 comprimido 12-12hrs se for Amoxicilina /Ac. Clavulãnico 875/125mg ou 1 comprimido por dia se for Claritromicina 500mg).

Tomar anti-inflamatório/analgésico, se prescrito (1 carteira 12-12 horas se for Ibuprofeno 600mg ou 1 comprimido por dia se for Piroxicam) durante 2 dias mínimo; continuar em regime S.O.S se for necessário.

Aplicar gelo: períodos de 10 minutos com igual intervalo, durante mínimo de 2 horas (extração dentária, implante unitário simples, ou outra pequena cirurgia); prolongar se necessário durante 2 dias, com intervalos de repouso maior (extrações complicadas, implantes múltiplos, cirurgias de regeneração óssea ou outras cirurgias mais extensas).

Enxaguar boca com água fria com solução desinfetante (exs. Eludril, Clorhexidina, etc) evitando bochechar duma forma vigorosa no primeiro dia.

Nos dias seguintes continuar a bochechar com solução desinfetante ou agua fervida arrefecida com 1 colher de chá de sal por copo.

Não mastigar sobre a zona operada, ou mastigação cuidadosa.

Alimentação mole e fria: 48 horas; incluir progressivamente dieta mais dura, usar bom senso (evitar ingerir líquidos com “palhinha”).

Rigorosa higiene oral: escova 7/100, aplicação de gel com clorhexidina (ex. Elugel) sobre ferida e casquilho de cicatrização (porção visível do implante) 4-5 x dia (após bochecho).

Se for fumador evitar fumar durante dois dias. - Remoção de pontos de sutura 8-10 dias após cirurgia - Respeitar esquema de controlos estabelecidos para si

Esperar

Alguma dor:respeitar prescrição do anti-inflamatório/analgésico. Possível edema (face “inchada”): não esquecer de aplicar gelo. Possível hemorragia: controlar através de compressão da área com gaze ou tecido muito bem lavado durante 15 minutos.

Dentes Provisórios

Se foram colocados dentes provisórios sobre os implantes, deve evitar mastigar.

A sedação consciente é um método de anestesia pensado particularmente para as crianças.

É importante que os pais conheçam todos os procedimentos de segurança de forma a poder acompanhar a criança, esclarecê-la e tranquilizá-la. Sugere-se o uso de linguagem adaptada à sua idade para que a criança possa compreender e sentir-se segura.

Para uma melhor eficácia dos resultados, é importante:

No dia anterior:

De preferência jantar cedo, uma refeição ligeira e evitar comer após as 23h. >Deitar cedo, dormindo pelo menos 8h.

No próprio dia:

Vestir roupas confortáveis à criança.

Permita que a criança traga consigo um objecto de estimação, como um boneco, uma fralda…

É aconselhável a criança não comer nem beber e fazer as necessidades antes de entrar para a consulta.

Chegar ao consultório com tempo. A pontualidade é importante na medida em que é um tipo de consulta que necessita de preparação prévia.

Depois da consulta:

O paciente pode ficar um pouco confuso e sentir náuseas. Um adulto deve acompanhar para conduzir e verificar a respiração.Os efeitos pós-sedação mais duradouros incluem perda de coordenação física, tonturas, sonolência e náuseas, portanto voltar para o trabalho ou escola não é uma opção no dia do procedimento.

Durante as primeiras horas após a sedação, o paciente deve ingerir apenas alimentos moles.Se apresentar vômitos, dor intensa, sangramento ou febre, devem entrar em contato com o Médico Dentista.

Sedação dental é um procedimento seguro e isento de problemas com a preparação certa e cuidados adequados depois que acabou. Ao comunicar-se claramente com o dentista do seu filho, você fornecerá a melhor experiência possível para seu filho.

NÃO ESTÁ SOZINHO

Um em cada quatro Portugueses utiliza ou necessita de prótese dentária. No inicio a sensação de objecto estranho ao seu organismo é inevitável, mas utilizada correctamente, em breve esta sensação dará lugar a conforto. Aqui tentaremos responder à maioria das questões colocadas por novos utilizadores de próteses sobre o uso e a manutenção das mesmas.

ADAPTAÇÃO ÀS PROTESES

A sua prótese é única. Adapta-se a si e a mais ninguém. De início as suas próteses irão parecer pouco naturais dando a sensação de presença de um corpo estranho. Estas impressões vão passando com o aumento da sua confiança no seu uso e aparência. Com um pouco de paciência irá adaptar-se à sensação de volume e com tempo esquecerá a presença das próteses na sua boca. Dentro de alguns dias a sua salivação alterada voltará ao normal.

DOR

Inicialmente sentirá algum desconforto, ou inclusive dor, após algumas horas de utilização. Se esta sensação persistir, informe o seu médico dentista pois poderá ser necessário ajustar a sua prótese. Pode inclusivamente ser necessário, durante as primeiras duas semanas de utilização, mais de que um ajuste à sua prótese. Tudo pode fazer parte do processo normal de ajuste.

A COMER

Deve levar pequenas quantidades de alimento à sua boca de cada vez, mastigando pausadamente e faze-lo para os dois lados em simultâneo, de forma a prevenir oscilações na retenção da sua prótese. Não conseguirá morder com força como fazia com os seus dentes naturais, por isso comece por ingerir alimentos mais fáceis de mastigar. Mas com paciência e prática poderá em breve comer os seus alimentos favoritos sem dificuldades. No entanto independentemente da perfeição da sua adaptação às próteses, haverá momentos ou circunstâncias em que os adesivos de prótese dentária, em creme ou pó, se tornam muito úteis para a estabilidade e retenção.

A FALAR

Os dentes, assim como as próteses, intervêm no processo de fala, pelo que a sua fala poderá modificar-se nos primeiros dias. Pode sentir alguma insegurança na fala e estas alterações são mais perceptíveis ao próprio indivíduo que aos outros. Procure pronunciar algumas palavras difíceis, isso vai ajudar a uma adaptação rápida e o som a voltar ao normal.

CUIDADOS COM A SUA BOCA

O osso e a gengiva que suporta as suas próteses necessitam de descanso regular. O ideal será remover as suas próteses durante a noite colocando-as num pequeno recipiente com água. A secagem repetida da sua prótese pode danificá-la com o tempo. Escovando as suas gengivas com uma escova super-macia ajuda a estimular a circulação sanguínea nestas zonas assim como a eliminar resíduos alimentares.

MANUTENÇÃO

A higiene da sua prótese é fundamental. As próteses, assim como os dentes naturais, atraem e acumulam placa bacteriana, cálculos dentários, manchas e resíduos alimentares que podem prejudicar o hálito e a gustação. O seu médico dentista com toda a certeza ter-lhe-á informado sobre a necessidade de escovar e enxaguar as suas próteses após as refeições. Deverá, para isso, utilizar uma escova e pasta dentífrica (ou pasta para próteses dentárias) apropriadas. À noite deve colocar, após a escovagem, as suas próteses num pequeno recipiente com água morna acrescentando uma pastilha efervescente para a limpeza a fundo e desinfecção das suas próteses (exemplos: Polident Pastilhas, Corega Pastilhas). Deve manusear sempre com muito cuidado as suas próteses. Se as deixar cair no lavatório poderão facilmente fracturar, pelo que se aconselha manuseá-las sobre uma toalha ou sobre o lavatório cheio de água para esta eventualidade.

CONSULTAS DE REVISÃO

Com o tempo as suas próteses perderão adaptação devido a alterações naturais na sua boca e devido a hábitos prejudiciais como o bruxismo (ranger dos dentes), mastigação de pastilhas elásticas ou o roer das unhas. Assim, deverá fazer uma consulta de revisão uma vez por ano. Quando necessário o seu médico dentista aconselhará a fazer rebasamentos (readaptação do fundo da sua prótese). Uma manutenção adequada da sua prótese aumentará o conforto e longevidade da mesma. Não tente reparar ou ajustar as suas próteses em casa. Sempre que possível consulte o seu médico dentista.

Por vezes ocorrem emergências ortodônticas que são sempre desagradáveis para o paciente ou pais, mas que normalmente são de fácil resolução. Só raramente se torna necessário contactar o seu ortodontista.

Com os seguintes elementos é possível resolver a maior parte das situações: cera ortodôntica, fio dental, uma pinça, corta unhas (corta arame), sal, escovilhão interdentário, palito, analgésico.

Situações que ocorrem e a sua resolução são por exemplo:

Comida presa entre os dentes e aparelho, retira-se facilmente com um escovilhão interdentário, palito e/ou fio dental;

Perda duma ligadura metálica ou elástica, aguardar pelo próximo controle ou se estiver distante avisar o ortodontista;

Ligadura solta ou com ponta dobrada para fora provocando irritação, apertar ou dobrar para dentro utilizando uma pinça ou borracha dum lápis (item a da figura).

Desconforto, surge depois de colocado ou ajustado o aparelho, geralmente ligeiro, sobretudo ao mastigar, e apenas durante os primeiros dias. Ao fim da primeira semana, o desconforto desaparece na quase totalidade dos casos. Aconselha-se alimentos moles e bochechos com água salgada morna.

Irritação de lábios ou bochechas, utilizar uma pequena bola de cera do tamanho duma ervilha, e colocar sobre a zona causadora (bracket por exemplo). A cera se for deglutida é inofensiva (item b da figura).

Arco protusivo, deve ser dobrado contra o dente com a pinça ou cortado com o corta unhas (ou corta arame) se for comprido e não for possível passar no consultório dentário. Aplicar cera se necessário (item c da figura).

Bracket descolado, notificar o ortodontista.

Peça de aparelho deglutido ou aspirado, se deglutido devemos deixar passar naturalmente pelo tracto intestinal, se aspirado e há tosse excessiva ou dificuldade em respirar manter-se calmo e contactar os serviços médicos de emergência e o seu ortodontista.